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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Escola realiza Quermesse de incentivo à cultura em Luzilândia

A diretora da instituição Ariceline Guimarães
Como já dizia um sábio, à cultura está para um povo assim como a alma está para vida, um povo sem memória, é um povo sem destino. Misturar cultura e currículo escolar é um método importante de incentivar os alunos a gostar dos costumes, história e arte de seu povo. E foi pensando nisso que a Unidade Escolar João Francisco, instituição pública do Estado,  realizou no ultimo sábado a Quermesse Cultural que contou com atrações folclóricas realizadas por alunos da instituição com a ajuda dos professores.

O evento que teve como cerimonialista Lucas Celebridades, reuniu pais, alunos e convidados em uma noite de muita cultura, comidas típicas e o nosso tradicional forró.

Quadrilhas
Professora Kelyanne Andrade e sua filha Lunna
Alunos da escola em apresentação de voz e violão
Apresentação de capoeira
Meninas da dança da peneira
A dança da peneira

Dança Country


Diretora Ariceline e educadoras da Instituição 
Mesa de honra

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domingo, 22 de agosto de 2010

AABB Comunidade inicia em Luzilândia

Em uma parceria do Banco do Brasil com a Prefeitura Municipal de Luzilândia foi criado em Luzilândia o programa AABB Comunidade, que visa atender gratuitamente 100 crianças com aulas de diversos segmentos que englobam cultura e arte como natação, artes, violão e teclado, entre outros. Uma iniciativa louvável e que merece destaque.


O uniforme e todo o material para as atividades foram entregues para os alunos, que também são atendidos com aulas de complemento educacional, acompanhamento escolar e ainda acesso a merenda de qualidade.

Uma equipe de profissionais foi selecionada para desenvolver os trabalhos.

Foto: Lucas Celebridade

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sábado, 17 de abril de 2010

Para reflexão: Tá reclamando de quê?


Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? Do Arruda? Dos Sarneys? Do Renan? do Palocci? do Delúbio? Do Wellington? Dos Marques, Frangos ou dos jacarés? dos políticos em geral que a maioria das vezes ouvem das nossas bocas ladrões, corruptos,picaretas. .. Quem nunca ouviu ou disse a frase: político são todos iguais!

Mais e nós cidadãos?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. - Viola a lei do silêncio.

7. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

8. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas.

9. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

10. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho.

11. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.

12. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

13. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.

14. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através
do sistema de cotas.

15. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10
pede nota fiscal de 20.

16. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

17. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

18. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

19. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são
pirata.


20. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da
roleta do ônibus, sem pagar passagem.

21. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

22. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

23. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como
clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

24. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que
recebe das empresas onde trabalha.

24. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.

26. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.

Quem nunca fez ou pensou em fazer alguns ou outros atos contestáveis da moral ditada pela sociedade? E o cidadão quer que os políticos sejam honestos. Escandaliza- se com a farra do Senado e da política brasileira em geral. Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? Se você respondeu “eu” na primeira pergunta, parabéns! Você pode jogar a pedra, pois o seu teto e sua consciência não são de vidros...

Se faz necessário uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes. Para começar o que acham de escolhermos melhor nossos governantes?

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores(educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

Texto adaptado de um email de autor desconhecido.
Charge: Web

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sábado, 9 de agosto de 2008

'O Direito deve ser achado na lei e não na rua', diz presidente do STF

O Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, julgou improcedente a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 144). Segundo ele, embora a maior parte da opinião pública esperasse do Supremo a decisão de dar aos juízes eleitorais a possibilidade de rejeitar candidaturas de réus em ações penais e processos de improbidade administrativa, a Corte não deve julgar o assunto gerando injustiças. 'Cada vez mais nós sabemos que o Direito deve ser achado na lei e não na rua', afirmou.

De acordo com o presidente do STF, é compreensível a repercussão do tema na opinião pública. “A população passa a acreditar que a lista (com os nomes dos candidatos que respondem a processos) será a solução de todas as mazelas, mas a missão dessa Corte constitucional é aplicar a Constituição ainda que essa decisão seja contrária ao pensamento da maioria”, completou. “Essa fórmula mágica produziria uma hecatombe, injustiças em série”, previu.

Gilmar Mendes traçou um paralelo entre a posição da opinião pública sobre as candidaturas de réus em ações judiciais e o comportamento do povo na crucificação de Jesus Cristo, ao pedir sua condenação sem que houvesse nele dolo. 'Isso era contrário do que se pressupõe na democracia crítica, porque (aquela democracia) era totalitária e instável, portanto extremista e manipulável', destacou.

Enviada por João Paulo

Cidadania em Luzilândia

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fotos da I Conferência de Intodução a Ciência Política e Democracia










Palestrante: João Paulo Carvalho- Estudante do curso de Direito

Integrantes da comunidade Cidadania em Luzilândia realizaram o 1º dia da conferência que trouxe um grande benéficio para os cidadãos que tiveram a oportunidade de presenciar.

Que foi dado início com uma apresentação de voz e guitarra dos músicos:

* Regianildo Carvalho;

* Carlos eduardo.

O tema "Olho vivo no dinheiro público" trouxe os seguintes conceitos:

- Os recursos do gorverno federal em sua cidade;

- Os conselhos municipais e suas responsabilidades: conselho do FUNDEB; conselho da merenda escolar; conselho municipal de saúde, etc;

- O papel dos vereadores e a câmara: Que significa fiscalizar a prefeitura e nós como cidadãos temos o direito de cobrar;

O que também entrou em destaque foi:
- As tabelas de destribuição do dinheiro dos impostros pagos por nós no ano de 2007;

- O papel do ministério público estadual e (MPE) e ministério público da união (MPU);

- O papel dos tribunais de contas: (TCU E TCE);
- Como deve trabalhar os conselheiros e quem deve fazer parte desses conselhos;

- O dever da prefeitura para com o cidadão, e outros temas.

Poucas pessoas participaram do 1º dia de conferência, que ocorreu em frente ao CENTRO CULTURAL TELES DE MENEZES, porém os auditores da palestra puderam tirar dúvidas sobre o assunto e também opinar em cima de seus direitos.
Mas não adiantará se todos nós, cidadãos, estando informados sobre tudo, ficar sentado e não cobrar ou ir atrás de nossos direitos, temos que fazer a nossa parte pois " Um país , uma nação não é formada só por governantes do estado, mas também por todos nós: CIDADÃOS.

Texto e fotos; Blog Maria da Graça

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Jovens realizam I Conferência de Introdução à Ciência Política e Democracia



A Comunidade Cidadania em Luzilândia realizará a I Conferência de Introdução à Ciência Política e Democracia Participativa que será realizada a partir do dia 05 de janeiro de 2008 no Centro Cultural Teles de Meneses (ao lado do Centro Recreativo Municipal).

O evento visa à conscientização da população luzilandense, de forma interativa, dos conceitos mais gerais sobre Ciência Política e, além disso, a apreciação dos direitos de participação dos cidadãos na gestão municipal dentro do nosso Estado Democrático de Direito.



Os encontros vão acontecer em todos os sábados e quartas do mês de janeiro, a partir das 19:30h e serão discutidos os seguintes temas:



SÁBADO (05/01/2008)

· OLHO VIVO NO DINHEIRO PÚBLICO (As várias formas de o cidadão fiscalizar como e onde está sendo gasto seu dinheiro que é arrecadado através dos impostos. Tal fiscalização compreende institutos como, por exemplo, os conselhos municipais, o papel dos vereadores, o papel do administrador público, o papel dos cidadãos etc.)

QUARTA-FEIRA (09/01/2008)

· ORÇAMENTO MUNICIPAL (o que é e como funciona o orçamento municipal)

· INSTITUIÇÕES POLÍTICAS: O ESTADO (conceito, elementos etc.)

SÁBADO (12/01/2008)

· GESTÃO MUNICIPAL (as obrigações das prefeituras segundo a CF/88; os princípios da administração pública; leis essenciais dos municípios; As leis orçamentárias dos municípios etc.)

· CIÊNCIA POLÍTICA: INFLUÊNCIA, PODER E AUTORIDADE (a distinção entre tais conceitos)

QUARTA-FEIRA (16/01/2008)

· A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (saiba mais sobre a lei que foi criada para ajudar os governantes a administrar o patrimônio do povo. Tal lei obriga os governantes a dar mais transparência aos gastos públicos, com mecanismos de controle social através de publicação de relatórios e demonstrativos da execução orçamentária)

SÁBADO (19/01/2008)

· MODERNIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS I (veja como alguns municípios se modernizaram através de ações de seus gestores públicos)

· CIÊNCIA POLÍTICA: OPINIÃO, INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO (conceitos; como algumas informações podem mudar nossas opiniões sobre determinados fatos políticos)

QUARTA-FEIRA (23/01/2008)

· MODERNIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS II (mais ações que modernizaram alguns municípios brasileiros)

· CIÊNCIA POLÍTICA: OS PARTIDOS POLÍTICOS

SÁBADO (26/01/2008)

· MODERNIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS III

· CIÊNCIA POLÍTICA: POLÍTICAS PÚBLICAS



Todo material foi fornecido pelo SENADO FEDERAL e CGU (Controladoria Geral da União)

Comunidade Cidadania em Luzilândia

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A democracia em si mesma

A democracia é um esforço para levantar de novo a natureza, um esforço ligado aos desenvolvimentos da razão e da justiça. Ela tem confiança nos recursos e na vocação da natureza humana.

As fontes do ideal democrático devem ser procuradas muitos séculos antes de Immanuel Kant e de Jean-Jacques Rousseau. Ela deve ser pesquisada no sermão sobre a montanha.
Para conservar a fé na marcha para a frente da humanidade, para crer na dignidade da pessoa, nos direitos humanos e na justiça, para ter o sentimento e o respeito da dignidade do povo, para sustentar e avivar o sentimento da igualdade, para respeitar a autoridade, sabendo que seus detentores não são mais do que homens como os que eles governam, para acreditar na santidade do direito e na virtude certa da justiça política em face dos triunfos escandalosos da mentira e da violência, para ter fé na liberdade e na fraternidade – é preciso uma inspiração e uma crença heróica, que fortaleçam e vivifiquem a razão.

Existe uma filosofia democrática do homem e da sociedade. Ela ficará sempre ligada à mensagem exercida no âmago da consciência profana e do mundo. Trata-se de uma reconstrução de sua filosofia moral, que os regimes democráticos têm obrigação de empreender, se quiserem sobreviver.

O advento duradouro da filosofia e do espírito democráticos exige que novas energias penetrem a existência profana e domem o irracional pela razão, revelem os direitos inalienáveis da pessoa, igualdade, direitos políticos do povo, primado absoluto das relações de justiça e de direito na base da sociedade, ideal de melhoria e emancipação da vida humana e da fraternidade.

A democracia verdadeira deve ter base a mensagem bíblica. Foi essa doutrina que "anunciou aos povos o reino de Deus e a vida do século futuro, a unidade do gênero humano, a igualdade de natureza de todos os homens, filhos do mesmo Deus e resgatados pelo mesmo Cristo, a inalienável dignidade de cada alma criada à imagem de Deus, a dignidade do trabalho e a dos pobres, a primazia dos valores interiores e da boa vontade sobre os valores externos, a inviolabilidade das consciências, a exata vigilância da justiça e da providência de Deus sobre os grandes e sobre os pequenos, a obrigação imposta aos que comandam e aos que possuem o poder de comandar segundo a justiça como ministros de Deus, e gerir os bens que lhe são confiados para a vantagem comum, como intendentes de Deus, a submissão de todos à lei do trabalho e o apelo a todos para partilharem da liberdade dos filhos de Deus, a santidade da verdade e o poder do espírito, a comunhão dos santos, a divina supremacia do amor redentor e da misericórdia, e a lei do amor fraterno que a todos se estende, mesmo aos que são nossos inimigos, porque todos os homens, qualquer que seja o grupo social, a raça, a nação, a classe a que pertençam, são membros da família de Deus. O cristianismo proclamou que onde estão o amor e a caridade aí Deus está; e que de nós depende transformar qualquer homem em nosso próximo, amando-o como a nós mesmos e tendo compaixão dele, isto é, morrendo de certo modo a nós mesmos por ele".

A verdadeira democracia não deve ter por fundamento os direitos do homem proclamados nos Estados Unidos da América e na França, no século XVIII. Ela deve procurar as bem-aventuranças que se dirigem àqueles que sofrem a pobreza, a fome e a dor, sofrimentos que desaparecerão, a perseguição e o ódio suportados em nome de Jesus. Discurso completado com o acréscimo da mansidão, da misericórdia (esmola), da pureza de coração e da reconciliação, programa de vida cristã para as pessoas. para a sociedade e para as nações.

João Paulo Lopes de Carvalho

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LIMA, Máriton Silva. O verdadeiro espírito da democracia . Jus Navigandi, Teresina, ano 12, n. 1624, 12 dez. 2007. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2007

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O PAPEL DA CIDADANIA

Já parou para pensar no seu papel como cidadão? Você sabe o que é cidadania?


A palavra cidadania costuma ser bastante empregada nos noticiários e pela imprensa em geral, mas qual é o seu real significado? Estamos acostumados a falar e a ouvir falar de cidadania como reivindicação de direitos, mas talvez ninguém seja cidadão justamente porque nossos direitos ou são inexistentes ou não são respeitados. Isso fica claro, por exemplo, quando se vê a situação de fome nas áreas mais carentes do país, sobretudo no Norte ou Nordeste, ou a luta pela terra, e onde parece que muitos brasileiros não têm sequer acesso às condições mínimas de sobrevivência.

Entendendo por excluídos aquela larga parcela da população brasileira que atualmente não tem acesso a condições básicas para uma vida digna, devemos perguntar: seriam os excluídos cidadãos? Quando alguns não têm acesso a essas condições mínimas de vida, serão os demais (os que têm acesso a uma vida decente) cidadãos de fato?

Para entender essa questão, precisamos buscar o conceito (ou quem sabe conceitos) de cidadania. A cidadania é um atributo de todo ser humano ou uma condição política?
A cidadania, palavra que se deriva de cidade, não indica somente a qualidade daquele que habita a cidade, mas, mostrando a efetividade dessa residência, o direitos políticos que lhe é conferido, para que possa participar da vida política do país que reside.

Ademais, por um lado, pode-se definir a cidadania como a relação de pertença a uma comunidade, ou seja, é inerente ao ser humano a condição política que tem. Ora, se somos animais políticos, o que quer dizer que vivemos em sociedade, em comunidade, que compartilhamos a vida, somos, necessariamente, pertencentes a uma comunidade, pois homem algum é uma ilha. Desta forma, podemos afirmar que a cidadania é inerente à condição humana ou, em outras palavras, ser humano é, necessariamente, ser cidadão.

Por outro lado temos que enfatizar que a cidadania nada é se não a exercitarmos. Sendo inerente à condição de ser humano, ela depende de nossas ações, pois a cidadania está em nós, mas só existe de fato quando pertencemos ativamente a uma comunidade da qual tomamos parte que faz de nós cidadãos de fato.

A palavra cidadão deriva do latim civis, que designava o habitante da civitas, a cidade-estado romana; o civis não era um habitante qualquer, mas aquele que, por ser proprietário de terras, tinha interesses a defender junto ao Estado e era, portanto, tomado como parte dele. E se se retorna à origem grega, dentro da polis, encontra-se uma categoria de cidadãos muito parecida, da qual tomavam parte os homens adultos, proprietários, nascidos na cidade. Estavam excluídos da cidadania as mulheres, as crianças, os escravos e estrangeiros.

Aquilo que os gregos chamavam de polis, os romanos chamavam de civita, e aquele que os gregos chamavam de politikos, os romanos chamavam de civis (cidadão). Logo, o cidadão e o político são uma só pessoa.

Em termos mais atuais e mais comuns, poderíamos dizer que a cidadania constitui-se em direitos (possibilidades) e deveres (necessidades) dos indivíduos articulados numa sociedade política, numa comunidade. Através dessa caracterização política da cidadania, podemos questionar se ela existe, de fato, no Brasil contemporâneo.

Percebemos que o quadro não é nada promissor, pois nossa pátria, país capitalista, caracteriza-se por ser uma sociedade autoritária e hierarquizada em que os direitos do homem e do cidadão simplesmente não existem. Não existem para a elite, uma vez que ela não precisa de direitos porque tem privilégios. Não existem para a maioria da população – os despossuídos -, pois suas tentativas de consegui-los são sempre encaradas como problemas de polícia e opressão sem legitimidade. Além do mais, vivemos também hoje os tempos de ouro do individualismo, o que torna mais difícil o engajamento dos cidadãos para a luta por seus direitos.
A extrema generosidade com que é tratada a pequena elite corresponde à extrema repressão do povo, sobretudo quando se organizam e lutam.

Portanto, precisamos construir uma cidadania de fato, para além de uma cidadania legal e de direito. Precisamos construir uma cidadania ativa, uma verdadeira forma de ação política que seja possível para o conjunto da sociedade e não apena para as minorias privilegiadas que, na maioria das vezes, são pessoas de mal com o bem-estar alheio.
“Unidos permaneceremos, divididos cairemos.” (Roger Waters, Pink Floyd – musica: Hey you)

REFERÊNCIAS

MORAES, Alexandre de. Direitos humanos fundamentais: teoria geral, comentários aos arts. 1º a 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, doutrina e jurisprudência. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

SILVA, De Plácido e. Vocabulário jurídico. 27. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2007.

LEAL, Rogério Gesta. Teoria do Estado: cidadania e poder político na modernidade. 2. ed. rev. e amp. Porto Alegre: Editora do Advogado, 2001.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Jovens que lutam por uma verdadeira Cidadania

Foi criada no Orkut uma comunidade que tem por finalidade unir e politizar os jovens luzilandenses, transformando-os em cidadãos ativos na condução dos rumos da cidade e que lute por um espírito político/ público comum. "Cidadania em Luzilândia" tem como objetivo discutir a política nua e crua, transferindo informações, exercitando a liberdade de expressão através de enquetes e fóruns, discutindo leis que garantem o direito do cidadão de fiscalizar a gestão pública, discutir as prioridades do município, a criação de projetos ambientais para beneficiar o povo luzilandense.

“Esta comunidade tem por objetivo promover o debate acerca da cidadania e política luzilandense, buscando o nascimento de uma juventude politizada, preocupada com o bem estar comum e, acima de tudo, unida no exercício de sua cidadania. Diante dos novos tempos, com problemas sociais intensos, urge a necessidade de formarmos uma comunidade interessada com importantes problemas/questões que nos cercam”, afirma o idealizador do grupo João Paulo Lopes.

O primeiro Projeto a ser lançado será o “Pé- de- pau” que pretende arborizar a cidade em campanha a favor do meio ambiente. Segundo o grupo objetivo é Conscientizar a sociedade luzilandense sobre os efeitos do aquecimento global, unindo toda a sociedade à agir conjuntamente na execução do projeto, com o fim de diminuir o impacto do aquecimento global.

O grupo garante que suas ideologias não fazem parte de uma política partidária, que tem como objetivo atacar os grupos políticos atuantes na cidade, e sim lutar pelos direitos que são garantidos por lei a cada cidadão, buscando um desenvolvimento social, cultural e moral de Luzilândia.

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